segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Metanfetamina preocupa os Estados Unidos
A revelação, esta semana, de que o tenista americano André Agassi já usou metanfetamina jogou luz sobre essa droga, considerada perigosíssima. O correspondente Rodrigo Bocardi mostra exatamente por que, nos Estados Unidos, o uso da metanfetamina se tornou uma das maiores preocupações das autoridades, e das famílias. É uma droga, que quando entra no organismo humano, ela destrói não só o corpo, mas a vida de quem experimenta.
A polícia americana fez a comparação. Um homem, depois de apenas três meses de uso da droga, perde muito menos peso, tem muito menos feridas no rosto e envelhece menos rápido do que o outro, que ficou sete meses no vício. São os efeitos físicos comuns a todos os usuários.
A metanfetamina é conhecida também como cristal, gelo ou vidro, por causa da aparência quando está na forma de pedras pequenas. Derretida, pode ser injetada, ingerida em cápsulas, cheirada como cocaína ou fumada como crack.
A droga enche o cérebro com dopamina, uma substância reguladora da motivação e da atenção. E provoca euforia, aumento da autoestima, redução do sono, do apetite e da fadiga. Depois, vem a depressão.
Uma das grandes dificuldades no combate à metanfetamina é que a droga pode ser fabricada em laboratórios caseiros. Há quatro anos, o governo americano passou a controlar nas farmácias a venda de produtos que servem de base para a metanfetamina. A produção no país diminuiu, mas não o consumo. Atualmente, 80% da droga usada nos Estados Unidos vêm do México.
O consumo se dá principalmente da Califórnia, do meio-oeste americano, mas também na Flórida, no Sul do país.
No Departamento Federal de Combate às Drogas nos Estados Unidos, em Newark, ficam os policias que fazem as investigações no estado de Nova Jersey. No local, assim como nas outras 20 divisões espalhadas pelo país, o combate à venda e ao consumo de metanfetamina é, atualmente, prioridade número um.
O agente Gerard Mccaleer, chefe da divisão do estado, disse que a polícia na Costa Leste do país, por enquanto, conseguiu conter o alastramento do chamado cristal. Mas explica que é muito difícil combater uma droga tão barata e tão facilmente fabricada.
Para os jovens, ele dá o alerta: “Se usar uma vez, você vicia. É como nenhuma outra droga. Ela devasta a pessoa, devasta a família, devasta a sociedade”.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Beneficios de Parar de Fumar

Além disso, existem vários links para outros sites de saúde mental.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Dia 29 de agosto Dia Nacional de Combate ao Fumo
ver imagem:
http://www.inca.gov.br/tabagismo/29agosto2008/materiais
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
INCA: Estudo inédito sobre mortes relacionadas ao tabagismo passivo
Como parte das atividades do Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) o Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulga estudo que indica que, a cada dia, ao menos sete brasileiros morrem por doenças provocadas pela exposição passiva à fumaça do tabaco.
De acordo com o estudo Mortalidade atribuível ao tabagismo passivo na população brasileira, realizado por pesquisadores do INCA e do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ, pelo menos 2.655 não-fumantes morrem a cada ano no Brasil por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. A maioria das mortes ocorre entre mulheres (60,3%).
Na pesquisa, que estimou o número e a proporção de óbitos, foram consideradas apenas as três principais doenças relacionadas ao tabagismo passivo: câncer de pulmão, doenças isquêmicas do coração (como infarto) e acidentes vasculares cerebrais.
Definiu-se como fumantes passivos as pessoas que nunca fumaram e que moravam com pelo menos um fumante no mesmo domicílio. Somente indivíduos na faixa etária de 35 anos ou mais foram alvo do estudo. Fumantes e ex-fumantes não fizeram parte da população avaliada.
De cada 1.000 mortes por doenças cérebro-vasculares, 29 são atribuíveis à exposição passiva à fumaça do tabaco. A proporção é de 25 para 1.000 no caso de doenças isquêmicas e de 7 para 1.000 mortes por câncer de pulmão. Os óbitos de mulheres são de 1,3 a 3 vezes mais elevados que os de homens. Das 2.655 mortes, 1.601 foram de mulheres. A faixa etária que registra maior ocorrência, tanto em homens quanto em mulheres, é de 65 anos ou mais.
Ineditismo
Primeira pesquisa do gênero realizada no Brasil, a Mortalidade atribuível ao tabagismo passivo na população urbana do Brasil estimou números somente para a população urbana. É importante ressaltar que os resultados representam apenas uma parcela da mortalidade atribuível à exposição passiva à fumaça do tabaco. Não foram objeto do estudo outras causas de óbito possivelmente associadas ao tabagismo passivo, como síndrome da morte subida da infância e doenças respiratórias crônicas. Também não foram avaliadas patologias relacionadas à infância e período neonatal.
Metodologia
Os pesquisadores elegeram três patologias para as quais existem fortes evidências científicas de relação entre a exposição passiva à fumaça do tabaco e morte entre adultos, de acordo com o relatório do US Surgeon General, 2006: doenças isquêmicas do coração, câncer de pulmão e doenças cérebro-vasculares. Para calcular a mortalidade atribuível ao tabagismo passivo, é preciso obter o número de óbitos por essas doenças, levantado no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, no período de 2002 a 2004.
Os cálculos incluem, além do número de mortes, dados sobre prevalência, ou seja, sobre a proporção da população exposta ao tabagismo passivo. A fonte dessas informações foi o Inquérito Domiciliar Sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis realizado em 15 capitais brasileiras e Distrito Federal pelo INCA e Secretaria de Vigilância em Saúde em 2003. A população de estudo do Inquérito foi representada por 23.457 indivíduos, residentes em 10.172 domicílios.
A terceira informação necessária para determinar a mortalidade atribuível é risco relativo de morte de não-fumantes expostos ao tabagismo passivo em relação aos não expostos. Para isso, foram usados os parâmetros de três estudos internacionais de meta-análise.
O estudo Mortalidade atribuível ao tabagismo passivo na população urbana do Brasil foi realizado pelos pesquisadores Antonio José Leal Costa, Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ, e Valeska Figueiredo, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA. Participaram do relatório final Cláudio Noronha, coordenador da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA; Tânia Cavalcante, chefe da Divisão de Controle do Tabagismo, e as profissionais Vera Colombo e Liz de Almeida, também do INCA.
Fonte: Divisão de Comunicação Social do INCA
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